Intervenção em ABA: Psicologia
Psicologia baseada em Análise do Comportamento Aplicada (ABA), para crianças e adolescentes autistas.
O objetivo é desenvolver comunicação, autonomia e habilidades que façam sentido na vida da criança.
Quero conversar com a equipe
O que é a intervenção psicológica baseada em ABA?
ABA é a sigla para Applied Behavior Analysis, ou Análise do Comportamento Aplicada.
Apesar de frequentemente ouvirmos expressões como “terapia ABA”, a ABA não deve ser entendida simplesmente como uma atividade ou um conjunto de exercícios que são repetidos com uma criança.
Ela é uma ciência que nos ajuda a compreender o comportamento, identificar habilidades que precisam ser desenvolvidas e organizar situações de aprendizagem de maneira sistemática.
Na prática, isso significa olhar para perguntas como:
- O que essa criança já consegue fazer?
- O que ainda é difícil para ela?
- O que determinado comportamento pode estar comunicando?
- Quais habilidades fariam diferença em sua rotina?
- Como podemos ensiná-las?
- O que está sendo aprendido na terapia também acontece em casa ou na escola?
As respostas não são iguais para todas as crianças.
Por isso, ABA não deveria significar simplesmente seguir um protocolo.
A intervenção precisa fazer sentido para aquela criança.
Quando a intervenção em Psicologia pode ser indicada?
A intervenção pode ser indicada para crianças e adolescentes com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou outras condições do neurodesenvolvimento, de acordo com suas necessidades.
As razões que levam uma família a procurar ajuda são bastante diferentes.
Em alguns casos, existe uma dificuldade evidente de comunicação ou interação. Em outros, a família percebe comportamentos que estão dificultando a rotina, a participação na escola, as relações ou a autonomia.
Também recebemos famílias cujo filho já está em terapia, mas que começam a questionar se o trabalho realizado ainda está fazendo sentido.
Algumas situações que podem levar à procura por uma avaliação da necessidade de intervenção psicológica incluem:
- dificuldades de comunicação e interação;
- pouca autonomia em atividades importantes da rotina;
- dificuldade para aprender determinadas habilidades;
- comportamentos que interferem significativamente no cotidiano;
- dificuldades para lidar com mudanças, esperas ou frustrações;
- desafios relacionados à participação social;
- habilidades aprendidas na terapia que não aparecem em outros ambientes;
- dúvidas sobre a evolução da criança;
- necessidade de rever prioridades de uma intervenção que já está acontecendo.
A presença de uma dessas situações, sozinha, não determina qual intervenção será necessária.
Primeiro precisamos compreender o que está acontecendo. Depois decidimos o que faz sentido trabalhar.
O que pode ser trabalhado na Psicologia?
Não existe uma lista de objetivos que deva ser aplicada da mesma maneira a todas as crianças autistas. Dependendo da avaliação e das necessidades identificadas, a Psicologia pode trabalhar habilidades relacionadas a:
Comunicação
Interação social
Brincar
Autonomia
Participação em atividades
Tolerância à espera e a mudanças
Compreensão e expressão de necessidades
Manejo de frustrações
Aprendizagem
Habilidades importantes para a rotina
Comportamentos que dificultam a qualidade de vida
Mas existe uma pergunta anterior à escolha de qualquer objetivo:
Por que essa habilidade é importante para essa criança?
Ensinar uma habilidade apenas porque ela aparece em um protocolo ou porque crianças da mesma idade costumam apresentá-la não é suficiente.
Os objetivos precisam considerar as necessidades da criança, seu momento de desenvolvimento e aquilo que pode ampliar sua participação e sua qualidade de vida.
Como funciona a intervenção em Psicologia no TatuTEA?
Começamos entendendo a criança
Antes de estabelecer metas, precisamos saber de onde estamos partindo. A equipe procura compreender o repertório atual da criança, seu histórico, as dificuldades percebidas pela família e as situações que mais interferem em sua rotina. Quando necessário, avaliações específicas podem fazer parte desse processo.
Definimos o que faz sentido trabalhar
Com essas informações, são estabelecidas prioridades de intervenção. Nem tudo precisa ser trabalhado ao mesmo tempo. Uma criança pequena pode ter determinadas necessidades. Uma criança em fase de alfabetização pode apresentar outras. Na adolescência, as prioridades provavelmente mudarão novamente. O tratamento precisa acompanhar o desenvolvimento da criança.
Criamos oportunidades para aprender
Durante as sessões, o psicólogo organiza situações para que novas habilidades possam ser ensinadas e praticadas. Algumas aprendizagens precisam começar em um ambiente mais estruturado, justamente porque a criança pode ter dificuldade para adquiri-las espontaneamente em situações naturais. Mas aprender dentro da clínica é apenas uma parte do processo.
Acompanhamos o que está mudando
A evolução precisa ser observada. A equipe acompanha as habilidades trabalhadas e analisa se a intervenção está produzindo mudanças relevantes para aquela criança. Se algo não estiver funcionando como esperado, precisamos olhar novamente. Intervenção não é uma linha de produção.
Levamos essa conversa para além da sessão
Uma criança não vive dentro da clínica. Ela vive em casa, vai à escola, convive com outras crianças, participa de passeios, encontra familiares e enfrenta situações que não podem ser reproduzidas exatamente dentro de uma sala de terapia. Por isso, quando necessário, a equipe conversa com a família e com outros profissionais envolvidos para compreender como aquilo que está sendo aprendido aparece em diferentes ambientes.
A terapia ensina. A vida é onde essas habilidades precisam funcionar.
Qual é o papel da família na intervenção?
A família tem um papel fundamental. Mas isso não significa transformar pais e mães em terapeutas.
Participar do processo significa compreender o que está sendo trabalhado, compartilhar o que acontece fora da clínica, conversar sobre dificuldades e participar das decisões importantes.
Imagine, por exemplo, que a criança esteja aprendendo uma habilidade na terapia, mas em casa a família percebe que ela continua tendo muita dificuldade naquela mesma situação. Essa informação importa.
Da mesma maneira, uma mudança percebida pela família pode ajudar a equipe a compreender que uma habilidade começou a aparecer fora do ambiente terapêutico. Por isso, a conversa precisa acontecer nos dois sentidos.
Família e equipe possuem informações diferentes sobre a mesma criança. Precisamos juntar essas informações.
Mais horas de terapia significam mais evolução?
Não necessariamente.
Essa é uma das questões mais importantes quando falamos de intervenção para crianças autistas.
Existem momentos e situações em que uma intervenção mais intensiva pode ser indicada. Principalmente nos primeiros anos, a intensidade pode ter um papel importante quando acompanhada de qualidade.
Mas transformar quantidade de horas em sinônimo de qualidade é um erro.
À medida que a criança cresce, outras experiências também fazem parte de seu desenvolvimento. Ela precisa frequentar a escola, brincar, conviver com outras pessoas, praticar atividades físicas, descansar e participar da vida familiar.
A quantidade de intervenção precisa ser discutida considerando a idade, as necessidades, as prioridades e a rotina daquela criança.
Mais nem sempre é melhor. O tratamento também precisa caber na vida.
Como saber se meu filho está evoluindo?
É compreensível que essa pergunta apareça.
Quando uma família investe tempo, energia e recursos em uma intervenção, ela quer perceber que aquilo está fazendo diferença.
Mas evolução nem sempre acontece por meio de grandes mudanças.
Para aprender a conversar, por exemplo, uma criança pode precisar desenvolver diversas habilidades anteriores: ampliar formas de comunicação, prestar atenção ao outro, esperar, compreender perguntas e participar de uma troca.
Separadamente, alguns desses avanços podem parecer pequenos. Juntos, eles podem permitir uma mudança muito maior.
Por isso, acompanhar a evolução significa olhar para os objetivos estabelecidos, para os dados da intervenção e também para aquilo que está acontecendo no cotidiano.
E existe um parâmetro especialmente importante: compare seu filho com ele mesmo.
O que ele conseguia fazer antes? O que consegue fazer agora? O que está começando a aprender? Essas perguntas costumam ser muito mais úteis do que compará-lo com outra criança autista ou com uma criança da mesma idade.
ABA não tem como objetivo fazer uma criança autista parecer não autista
Esse ponto precisa estar claro.
O objetivo de uma intervenção não deveria ser apagar características do autismo ou fazer com que a criança corresponda a um modelo de comportamento simplesmente porque ele é considerado mais típico.
Quando falamos em evolução, estamos falando de aquisição de habilidades que façam sentido para a criança e contribuam para sua participação, autonomia e qualidade de vida.
Isso pode significar aprender a comunicar uma necessidade. Participar melhor de uma atividade na escola. Conseguir realizar uma tarefa com maior independência. Desenvolver novas formas de interação. Ou aprender habilidades necessárias para lidar com situações do cotidiano.
Os objetivos mudam porque as crianças mudam.
Evoluir não é deixar de ser autista.
A Psicologia não trabalha sozinha
Por mais qualificado que seja o profissional, uma sessão de Psicologia não resolve sozinha todas as necessidades de uma criança.
Dependendo do caso, outros profissionais podem fazer parte do acompanhamento. E existem dois participantes que precisam estar presentes nessa conversa: a família e a escola.
Cada ambiente possui uma função diferente.
Casa não deve virar clínica. Escola não deve virar clínica. E a clínica não substitui as experiências que acontecem nesses ambientes.
O papel da equipe é também ajudar a construir pontes entre esses contextos, para que todos compreendam as necessidades da criança e possam contribuir dentro de suas próprias funções.
O desenvolvimento acontece muito além da sala de terapia.
Por que realizar a intervenção psicológica no TatuTEA?
No TatuTEA, não entendemos a Psicologia como uma sequência de sessões isoladas.
A criança está no centro da intervenção, mas o trabalho envolve também compreender a família, a escola, os outros profissionais e as mudanças que acontecem ao longo de seu desenvolvimento.
Isso significa que a equipe não olha apenas para quantas horas de terapia foram realizadas. Olha para o que está sendo ensinado, por que aquilo está sendo ensinado e se essas habilidades estão fazendo diferença fora da clínica.
A família participa desse processo porque possui informações fundamentais para as decisões clínicas. E essas decisões podem mudar.
Se uma habilidade foi adquirida, seguimos adiante. Se uma estratégia não está produzindo os efeitos esperados, precisamos analisá-la. Se as necessidades da criança mudaram, as prioridades também podem mudar.
ABA não deveria ser uma intervenção automática. Precisa existir raciocínio clínico por trás de cada decisão.
Perguntas frequentes sobre Psicologia e ABA
Antes de definir a terapia, precisamos entender a necessidade.
Quero conversar com o TatuTEAO que dizem as famílias
Relatos de famílias atendidas pela equipe do TatuTEA.
Passamos 4 anos procurando tratamento adequado para a nossa filha, somente após atendimento no TatuTea que ela foi direcionada ao melhor tratamento para seu diagnóstico de TEA. Após 1 ano no TatuTEA teve melhoras significativas. Continuamos com todo apoio da Lívia e tratamento adequado.
Obrigado a todos do TatuTEA, sem dúvidas o melhor lugar!
A clínica Tatutea é um espaço acolhedor e de alta qualidade para atendimento terapêutico infantil. A equipe é dedicada, atenciosa e comprometida com o desenvolvimento e bem-estar das crianças. Cada profissional demonstra um grande cuidado e carinho, proporcionando um ambiente seguro e estimulante para as crianças.
Recomendo a Tatutea a todas as famílias que buscam um acompanhamento terapêutico humanizado e competente. Estamos muito satisfeitos com o atendimento e o impacto positivo no desenvolvimento do nosso filho.
Conhecemos o TatuTEA desde o diagnóstico da minha filha e coincidentemente do início das atividades da clínica. O autismo era algo totalmente novo e desconhecido para nós, e o TatuTEA nos acolheu com carinho e informação. Por questões de convênio, estivemos em outra clínica por 1 ano, e nesse 1 ano tivemos a certeza de que o TatuTEA é o melhor lugar para minha filha estar.
Conseguimos voltar as intervenções no TatuTEA e estamos muito satisfeitos com a evolução da nossa filha.
Ambiente sério, acolhedor, profissionais bem instruídos.
Indico a todas as famílias neuroatipicas da zona leste.
Há 4 anos deparamos que nosso filho tinha necessidades especiais e precisaria de uma equipe multidisciplinar para o acompanhamento. A fonoaudiologa indicou TatuTEA. A partir de então, nosso pequeno ultrapassou todos os marcos de desenvolvimento e é um foguete.
Hoje, TatuTEA é nossa segunda família, junto à fono e terapeuta ocupacional. Gratidão.
O atendimento de toda a equipe é incrível, do primeiro contato, passando pela apresentação da clínica, os métodos, os feedbacks, tudo muito detalhado e bem explicado. A forma como meu filho fica feliz de ir no TatuTEA diz tudo!
Minha filha é autista e faz tratamento na clínica TatuTEA a quase um ano e a evolução dela foi surpreendente, recomendo a clínica pelo profissionalismo, atenção, cuidado e carinho com as crianças.
Quero muito agradecer a toda equipe do TatuTea, pelo carinho, pela atenção e pela dedicação que tem com minha filha de 5 anos, pois eles fazem de tudo para tornar este momento o mais especial e acolhedor possível.
Parabéns a toda equipe, em especial à Dra. Livia, à Dra. Mariana, à Viviane, à Ana e também à Letícia.
Vocês são ótimos profissionais e também pessoas maravilhosas!
Obrigado pelo carinho!
Time sensacional, meu filho tem tido grandes avanços, a equipe é muito atenciosa, além de dar apoio aos pais com reuniões com a escola e Fonoaudiologa. Louvo a Deus por cada integrante desta equipe!!
A avaliação de nosso filho foi capaz de dar as características dele, e tirou um peso de nossas costas. E agora estamos iniciando a intervenção no TatuTEA, e nos sentimos muito acolhidos pela equipe.
O carinho que a equipe TatuTEA tem com as pessoas com TEA (autismo) é incrível. Recomendo fortemente que vc conheça e converse com os profissionais da TatuTEA caso esteja procurando um lugar de segurança e confiança.
Nossa Diretora Clínica
Lívia Aureliano
Psicóloga Especialista em Análise do Comportamento e Desenvolvimento Infantil
Psicóloga com mais de 20 anos de experiência, especializada em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) e desenvolvimento infantil. Mestre e Doutora com foco em autismo e ABA, Lívia dedica-se ao atendimento humanizado de crianças, adolescentes e famílias.
Formação Acadêmica
Graduada em Psicologia pela PUC-SP, Mestre em Análise do Comportamento pela PUC-SP, Doutora pela USP com especialização em autismo e ABA
Experiência Acadêmica
12 anos como docente universitária, orientação de pesquisas científicas e participação em congressos internacionais de Análise do Comportamento
Experiência Clínica
Fundadora do TatuTEA, atendimento especializado em desenvolvimento infantil com foco em crianças no espectro autista e suas famílias

Credibilidade
Registro ativo no CRP e conformidade com todas as normas éticas do Conselho Federal de Psicologia
Especialização
Foco exclusivo em desenvolvimento infantil com metodologia baseada em evidências científicas
Experiência
Duas décadas dedicadas ao atendimento de famílias com abordagem humanizada e resultados comprovados
Conheça o espaço do TatuTEA
TatuTEA — Tatuapé, São Paulo
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Estamos aqui para acolher sua família e oferecer o suporte especializado que vocês precisam. Entre em contato conosco e agende sua primeira conversa.
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(11) 3796-0084
WhatsApp: +55 (11) 97673-7558
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Unidade Tatuapé
Rua São Bernardo, 758 - Tatuapé, São Paulo - SP - 03304-000
Horário de Atendimento
Segunda a Sexta: 8h às 18h
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O que acontece na primeira conversa?
- • Conhecemos sua família e suas preocupações
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